Quando eu era criança, costumávamos cantar um hino em nosso culto do domingo, que tenho certeza que muitos de vocês conhecem:

Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz.

Onde há ódio, que eu leve o amor.

Onde há ofensa, que eu leve o perdão.

Onde há discórdia, que eu leve a união.

Onde há dúvida, que eu leve a fé.

Onde há erro, que eu leve a verdade.

Onde há desespero, que eu leve esperança.

Onde há tristeza, que eu leve a alegria.

Onde há trevas, que eu leve a luz.

Embora a oração tenha sido atribuída a São Francisco, seu verdadeiro autor é anônimo, e foi publicada pela primeira vez em uma revista espiritual na França, em 1912. Quem a escreveu, fala de um desejo profundo no coração humano.

Não importa o quanto nos sintamos magoados, zangados ou vitimizados, todos queremos paz.

Não queremos entregar nossa mente aos comportamentos e palavras dos outros e, no entanto, todos sabemos que às vezes é muito difícil afastar o ego de sua tendência de atacar e defender. Luta ou fuga estão ligados à nossa própria biologia.

A resposta de luta ou fuga deveria ser um mecanismo de sobrevivência, para nos fazer correr ou nos esconder do ataque.

Nunca foi concebido para ser um mecanismo de sobrevivência para o ego humano e, no entanto, o adaptamos para ser exatamente este instrumento.

Felizmente, somos mais poderosos. Podemos escolher a razão e a resposta em vez de uma reação. Isto só requer prática.

A maioria de nós, inclusive eu, tivemos a oportunidade de ficar muito zangados com alguém que nos decepcionou de alguma forma.

A raiva é apenas uma força que diz fortemente: “Algo precisa mudar. Eu não estou em alinhamento com minha própria alma.” Talvez tenhamos inventado desculpas por muito tempo por estar em uma situação que sabemos claramente que não é certa para nós.

Talvez tenhamos feito do outro o nosso Deus – dando-lhe a responsabilidade por nossa própria felicidade apenas para que ele nos devolva este poder quando nos decepcionou.

Talvez tenhamos ficado surpresos com o comportamento de outra pessoa porque não ouvimos nossa própria orientação dada por Deus.

A maioria de nós passou por todos os itens acima de uma forma ou de outra.

A maioria de nós lutou contra a raiva enquanto ansiava desesperadamente pela paz. E a maioria de nós prevaleceu em nosso desejo de nos sentirmos bem e em paz.

Perdoar, dizem os anjos, não é dizer: “O que você fez foi bom”. Perdoar é dizer: “Não dou ao seu comportamento no meu passado nenhum poder sobre o meu futuro”.

Parece que estamos “concedendo perdão” por uma ação que doeu, mas, na verdade, estamos cortando os cordões energéticos de uma dor no passado, para que possamos nos concentrar no que queremos criar.

Muitos me atacaram durante minha carreira como comunicadora dos anjos, tanto de maneira grande quanto pequena.

Fui menosprezada por minhas crenças. Fui alvo de xingamentos passivo-agressivos e comentários arrogantes porque não apareci na vida das pessoas do jeito que elas queriam que eu fosse.

Como a maioria de vocês, fiquei magoada e desapontada com pessoas com quem me importei.

Fui até atacada por vibrações parasitas que me fizeram sentir como o tema de um filme de terror de ficção científica até que finalmente entendi que o amor é o maior poder e nada nem ninguém tem controle sobre nós se aprendermos a controlar a nossa própria vibração.

No meu passado, eu fiquei com raiva e na reação, e ainda assim os anjos me lembraram que minha raiva não foi causada pela outra pessoa – mesmo que eles tenham me prejudicado.

Foi causada pelo fato de eu ter dado o meu poder e estar chateada comigo mesma por meu próprio desalinhamento com o Divino. Suas palavras não foram fáceis de ouvir, mas foram empoderadoras.

Ao admitir que minha raiva era minha – não causada, mas desencadeada por outros, encontrei meus próprios pontos fracos. Encontrei aquelas áreas em que estava focando em coisas que não queria fortalecer. Encontrei aquelas áreas onde ignorei meu próprio conhecimento.

Encontrei em mim as áreas em que dei mais consideração aos outros do que à minha própria alma. Encontrei minhas próprias áreas de vulnerabilidade e pude, com o tempo, abençoar aqueles que me magoaram por me mostrar onde eu precisava me amar mais.

Agora, as palavras indelicadas não apenas não me magoam, mas também inspiram compaixão.

Agora, mesmo as energias parasitárias que ocasionalmente são como “moscas em você” quando estou cansada ou esgotada, não me assustam e eu apenas as envolvo com minha luz. Agora, quando o outro não concorda, posso ouvir sua perspectiva e reconhecer o seu direito de ser.

Quanto mais eu sigo este caminho de aprender a viver e deixar viver, mais vejo estes dramas – tanto pessoais quanto globais – como ondulações na superfície de um oceano mais profundo de amor e paz, causadas apenas por nossas ilusões de separação.

Então, enquanto eu vejo e ouço sobre as guerras neste planeta, e as sinto reverberando pelo meu corpo como uma perturbação na “força” que eu interiorizo, sento-me com Deus e os anjos e pretendo ser uma receptora e transmissora da paz.

Eu acalmo minha mente, coloco uma música bonita e me concentro em tudo o que eu amo. Nestes espaços, ocasionalmente me encontro fora do corpo, confortando uma mãe e o filho em um abrigo – alguém que nunca conhecerei nesta vida, mas alguém que precisa de amor.

Às vezes me vejo focando na luz, naqueles que são mais odiosos e ofensivos porque precisam de alguém para lembrar quem eles realmente são. Estou determinada a ser um instrumento de paz.

Nem sempre é fácil, mas podemos optar por não fortalecer as vibrações da guerra e, em vez disso, escolher as vibrações mais elevadas de paz, compaixão e, acima de tudo, amor pela luz que, por mais fraca que pareça, vive dentro do coração de cada ser humano.

Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a escolher a paz quando outros escolhem a guerra:

  1. Recuse-se a odiar

Lembra da cena em um dos filmes de Star Wars, onde Darth Vader machucou Luke Skywalker e está pedindo para ele “usar sua raiva” para se juntar ao lado negro?

Eu penso nisto muitas vezes. Quando alguém o ofendeu, insultou-o ou o feriu de qualquer outra forma, e você está tentado a se enfurecer, lembre-se de que uma pequena explosão pode ser o empurrão necessário para movê-lo em uma direção mais positiva, mas deixar a raiva germinar é o equivalente a “juntar-se ao lado negro”.

Na realidade, não há lados – apenas uma luz expressa ou apagada, mas não queira apagar sua luz deixando a raiva se agravar dentro de você. Se você se encontrar nesta condição, cerque-se de anjos e peça que eles o ajudem a queimá-la.

Registre sua raiva, converse com os seus anjos, junte pedras que representem suas perturbações e jogue-as em um rio, limpe o jardim, faça jogging, boxe tailandês ou use um saco de pancadas, mas encontre uma maneira saudável de queimar a raiva , em vez de cair no ódio.

Não queira se afastar da experiência de sua própria alma amorosa por causa do comportamento de outra pessoa. Queira a experiência poderosa de conexão com a luz interior. Recuse-se a odiar.

  1. Vire a outra face… voltando seu foco para a luz.

Os anjos disseram muitas vezes que quando Jesus disse: “Dê a outra face”, ele não estava sugerindo que você oferecesse a outra pessoa outra face para ser esbofeteada! Ele estava sugerindo que você desviasse sua atenção da escuridão para a luz.

Ele estava sugerindo que você se concentrasse no bem dentro do outro quando pudesse, e se afastasse do foco de sua escuridão. Ele estava até lhe dando permissão para se afastar daqueles que estavam perdidos na escuridão e se voltar para a luz.

Faça qualquer coisa para mover seu foco para uma vibração mais feliz e para longe das vibrações menos elevadas desta terra. Se for preciso, vá embora ou afaste-se do mau comportamento e concentre-se em algo melhor.

  1. Fique em uma vibração tão elevada que não deixe os “ataques” começarem

Esta é a coisa mais empoderadora de todas – fazer o que os anjos têm nos exortado a fazer nos últimos anos – escolher o próximo pensamento de melhor sentimento que pudermos, a próxima ação mais amorosa.

Em uma vibração mais alta e feliz, repelimos os ataques dos outros e, se eles atacarem de qualquer maneira, eles ricocheteiam em nós.

Quando estamos felizes e apaixonados pela vida, sentimos compaixão pelos outros que não estão. Percebemos nossa orientação. Não queremos aumentar a dor do mundo. Nós nos amamos o suficiente para não “dignificar o diabo”, não importa quem seja, metaforicamente falando.

Em uma vibração mais elevada e feliz, nós nos tornamos embaixadores da paz, da luz, da compaixão e das belas vibrações que não permitem a guerra.

Cuidar de seus próprios sentimentos e de seu próprio coração é a coisa mais altruísta que você pode fazer porque, a partir dessa vibração, você se torna uma verdadeira contribuição para esta terra. Nesta vibração, você pode “amar seus inimigos”, como diz o ditado, porque percebe que eles são apenas corações magoados. Nesta vibração, nós nos tornamos a paz.

Nem sempre é fácil permanecer em paz nestes tempos desafiadores e, quanto mais você fizer isso, mais contribuirá para a vibração da paz e removerá o poder da vibração da guerra.

Podemos ser um pequeno grupo em comparação com a população da Terra, mas nas palavras de Abraham-Hicks, um canal popular, “Uma alma em verdadeira conexão com a Fonte é mais poderosa do que milhões que não estão”.

Sejamos a mudança que desejamos ver no mundo. Escolhamos a paz em nossos próprios corações para que haja mais paz no mundo.

https://www.visionsofheaven.com/

Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br

Canalizado por: Ann Albers,

Publicado por: Hugo Lechuga Arteiro

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