{"id":17430,"date":"2021-09-10T03:00:11","date_gmt":"2021-09-10T03:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacodosol.com\/blog.br\/?p=17430"},"modified":"2021-09-10T03:00:11","modified_gmt":"2021-09-10T03:00:11","slug":"supervulcoes-podem-provocar-catastrofes-a-qualquer-momento-e-nao-sabemos-como-preve-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacodosol.com\/blog\/index.php\/2021\/09\/10\/supervulcoes-podem-provocar-catastrofes-a-qualquer-momento-e-nao-sabemos-como-preve-los\/","title":{"rendered":"Supervulc\u00f5es podem provocar cat\u00e1strofes a qualquer momento e n\u00e3o sabemos como prev\u00ea-los"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image size-large\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-49553 lazyloaded\" src=\"https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/yellowstonesupervolcano-1280x656.jpg\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" srcset=\"https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/yellowstonesupervolcano-1280x656.jpg 1280w, https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/yellowstonesupervolcano-640x328.jpg 640w, https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/yellowstonesupervolcano-768x393.jpg 768w, https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/yellowstonesupervolcano-1536x787.jpg 1536w, https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/yellowstonesupervolcano-2048x1049.jpg 2048w, https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/yellowstonesupervolcano-750x384.jpg 750w, https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/yellowstonesupervolcano-1140x584.jpg 1140w\" alt=\"supervulc\u00e3o de yellowstone\" width=\"1280\" height=\"656\" data-pin-no-hover=\"true\" data-ll-status=\"loaded\" \/><figcaption>Imagem: Wikimedia Commons<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 ouviu falar de supervulc\u00f5es? Voc\u00ea com certeza conhece os <a href=\"https:\/\/socientifica.com.br\/vulcao-etna-o-maior-ativo-na-europa-entrou-em-erupcao-assista\/\">vulc\u00f5es<\/a>, que est\u00e3o entre as estruturas mais impressionantes da Terra. Apesar disso, \u00e0s vezes, at\u00e9 esquecemos que est\u00e3o entre n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem visita o Monte Fuji, a oeste de T\u00f3quio, pode nem imaginar que ali est\u00e1 um vulc\u00e3o ativo, que pode entrar em erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A boa not\u00edcia para os habitantes da capital japonesa e seus turistas \u00e9 que o risco de um desastre por ali \u00e9 considerado baixo. Afinal, h\u00e1 d\u00e9cadas n\u00e3o h\u00e1 atividade vulc\u00e2nica relevante ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 normal (e importante), contudo, pensar em quais seriam as consequ\u00eancias se o famoso cart\u00e3o postal japon\u00eas entrasse em erup\u00e7\u00e3o. Por isso, o Monte Fuji est\u00e1 em constante monitoramento. O mesmo se aplica para os supervulc\u00f5es, ainda maiores e <a href=\"https:\/\/socientifica.com.br\/supervulcao-ameaca-toda-a-humanidade-e-pode-entrar-em-erupcao-em-breve\/\">mais assustadores<\/a>. O seu comportamento, por\u00e9m, pode ser um pouco diferente do que ach\u00e1vamos.<\/p>\n<h2 id=\"h-mais-do-que-apenas-vulc-es-supervulc-es\" style=\"text-align: justify;\">Mais do que apenas vulc\u00f5es: supervulc\u00f5es<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os supervulc\u00f5es s\u00e3o basicamente vulc\u00f5es de grande largura e erup\u00e7\u00f5es muito mais intensas. S\u00e3o assim classificados quando suas explos\u00f5es s\u00e3o registradas com \u00cdndice de Explosividade Vulc\u00e2nica (IEV) de 8, o maior valor na escala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com isso, estamos falando de mais de 1000 quil\u00f4metros c\u00fabicos de poeira, cinzas e fragmentos de mat\u00e9ria sendo liberados na atmosfera. \u00c9 previsto at\u00e9 mesmo que as explos\u00f5es podem causar <a href=\"https:\/\/socientifica.com.br\/pesquisadores-estimam-efeito-de-grandes-erupcoes-em-aquecimento-global\/\">altera\u00e7\u00f5es no clima global<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer forma, as erup\u00e7\u00f5es n\u00e3o necessariamente t\u00eam a mesma intensidade. Ou seja, um vulc\u00e3o ter registrado um evento de \u00edndice m\u00e1ximo n\u00e3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">o significa que o pr\u00f3ximo tamb\u00e9m ser\u00e1 assim. Al\u00e9m disso, sabe-se que a frequ\u00eancia das maiores erup\u00e7\u00f5es \u00e9 pequena. E isso considerando uma enorme escala de tempo. Um estudo publicado na revista <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s00445-004-0355-9\">Bulletin of Volcanology<\/a> chega a classificar apenas 42 eventos como IEV 8 nos \u00faltimos 36 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 curioso tamb\u00e9m como o nome \u201csupervulc\u00e3o\u201d vem de uma conex\u00e3o entre a pesquisa e divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia. Em meados dos anos 2000, a BBC lan\u00e7ou um <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lpGatD00cMk\">document\u00e1rio<\/a> sobre o supervulc\u00e3o do Parque Nacional de Yellowstone, nos EUA. Foi gra\u00e7as a ele que a palavra se popularizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, tornou conhecido tamb\u00e9m o pr\u00f3prio supervulc\u00e3o do local. Hoje, \u00e9 o mais famoso entre os cerca de 20 catalogados pelos cientistas. Recentemente, tem sido abordada pela m\u00eddia a <a href=\"https:\/\/socientifica.com.br\/supervulcao-ameaca-toda-a-humanidade-e-pode-entrar-em-erupcao-em-breve\/\">possibilidade de uma supererup\u00e7\u00e3o<\/a> em Yellowstone. Junto a isso, por\u00e9m, ambiciosas iniciativas t\u00eam sido promovidas para resfriar o local.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, se a \u00faltima erup\u00e7\u00e3o de um supervulc\u00e3o foi h\u00e1 mais de 26 mil anos, ser\u00e1 que devemos nos preocupar muito? E o qu\u00e3o bem conhecemos esses per\u00edodos de \u201cdescanso\u201d dos supervulc\u00f5es?<\/p>\n<h2 id=\"h-erup-es-entre-supererup-es\" style=\"text-align: justify;\">Erup\u00e7\u00f5es entre supererup\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, as grandes erup\u00e7\u00f5es parecem ser separadas por milhares de anos. Mas esse pode <a href=\"https:\/\/www.sciencealert.com\/new-study-suggests-the-threat-of-supervolcano-eruptions-lingers-for-thousands-of-years\">n\u00e3o ser o caso para erup\u00e7\u00f5es menores<\/a>. \u00c9 isso, pelo menos, que indicam resultados recentes publicados na revista <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43247-021-00260-1\">Communications Earth and Environment<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cientistas analisam modelos da \u00faltima explos\u00e3o do supervulc\u00e3o de Toba, na Indon\u00e9sia. H\u00e1 75000 anos, o evento pode ter sido um maiores na hist\u00f3ria. Pensa-se at\u00e9 que pode ter causado um per\u00edodo glacial em raz\u00e3o da quantidade de poeira e mat\u00e9ria jogada na atmosfera. Investigando a presen\u00e7a de minerais como feldspato e zirc\u00f4nio na caldeira do vulc\u00e3o (a abertura no seu centro), os pesquisadores puderam ter uma ideia melhor sobre a hist\u00f3ria da libera\u00e7\u00e3o de gases vulc\u00e2nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles sugerem, comparando com os modelos, que um domo no norte da caldeira pode ter explodido apenas 4600 depois da grande erup\u00e7\u00e3o. Outros domos ainda teriam explodido alguns milhares de anos depois.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-49554 lazyloaded\" src=\"https:\/\/socientifica.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/tobasupervolcano.jpg\" alt=\"supervulc\u00e3o de toba\" width=\"540\" height=\"405\" data-pin-no-hover=\"true\" data-ll-status=\"loaded\" \/><figcaption>Imagem: NASA\/GSFC\/MITI\/ERSDAC\/JAROS\/U.S.\/Japan ASTER Science Team<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frente ao mist\u00e9rio, os cientistas fazem uma proposta. As pequenas erup\u00e7\u00f5es representam um retorno de movimento do magma em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie. A movimenta\u00e7\u00e3o abre caminho para a superf\u00edcie e expele tamb\u00e9m remanescentes s\u00f3lidos da superexplos\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma erup\u00e7\u00e3o nos domos, contudo, n\u00e3o era prevista como poss\u00edvel. Assim, mais pesquisas se fazem necess\u00e1rias para compreender melhor o que houve em Toba. Al\u00e9m disso, para entender se podem acontecer coisas parecidas em outros supervulc\u00f5es. De qualquer forma, os avan\u00e7os permitem saber mais sobre os gigantes geol\u00f3gicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, \u1e55odemos investigar melhor a sua atividade. E, com isso, tentar prever quando poder\u00e3o entrar em erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: http:\/\/socientifica.com.br\/<\/p>\n<div class='epvc-post-count'><span class='epvc-eye'><\/span>  <span class=\"epvc-count\"> 657<\/span><span class='epvc-label'> Views<\/span><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imagem: Wikimedia Commons J\u00e1 ouviu falar de supervulc\u00f5es? Voc\u00ea com certeza conhece os vulc\u00f5es, que est\u00e3o entre as estruturas mais impressionantes da Terra. Apesar disso, \u00e0s vezes, at\u00e9 esquecemos que est\u00e3o entre n\u00f3s. 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